{"id":21369,"date":"2025-06-12T18:14:37","date_gmt":"2025-06-12T21:14:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sap.sc.gov.br\/?p=21369"},"modified":"2025-06-12T18:15:31","modified_gmt":"2025-06-12T21:15:31","slug":"tornozeleiras-inteligentes-a-tecnologia-que-revoluciona-o-sistema-prisional-em-santa-catarina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sejuri.sc.gov.br\/en\/tornozeleiras-inteligentes-a-tecnologia-que-revoluciona-o-sistema-prisional-em-santa-catarina\/","title":{"rendered":"Tornozeleiras inteligentes: a tecnologia que revoluciona o sistema prisional em Santa Catarina"},"content":{"rendered":"<p>Santa Catarina tem escrito um novo cap\u00edtulo na administra\u00e7\u00e3o penal por meio da atua\u00e7\u00e3o da Unidade de Monitoramento Eletr\u00f4nico (UME), vinculada ao Departamento de Pol\u00edcia Penal do Estado. Em opera\u00e7\u00e3o discreta, por\u00e9m estrat\u00e9gica, a UME representa a uni\u00e3o entre inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e uma gest\u00e3o penal mais humanizada, ou seja, um componente essencial para garantir o cumprimento das medidas judiciais sem a necessidade do encarceramento.<\/p>\n<p>Atualmente, a Unidade de Monitoramento Eletr\u00f4nico acompanha cerca de 3.800 pessoas em todo o territ\u00f3rio nacional, utilizando tornozeleiras eletr\u00f4nicas de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. Esses dispositivos funcionam com tecnologias 2G, 3G e 4G, contando com dois chips de operadoras diferentes para garantir o envio constante de informa\u00e7\u00f5es. Entre os dados monitorados est\u00e3o localiza\u00e7\u00e3o, eventuais viola\u00e7\u00f5es das \u00e1reas permitidas, rompimento da cinta, viola\u00e7\u00e3o do equipamento e n\u00edvel de bateria.<\/p>\n<p>A localiza\u00e7\u00e3o do equipamento utiliza um sistema GNSS redundante (GPS \u2013 WGS84 e Glonass PZ-90), com at\u00e9 72 canais de sat\u00e9lites e tecnologia GPS assistido (A-GPS), proporcionando precis\u00e3o entre 1 e 5 metros, al\u00e9m do registro confi\u00e1vel de rotas e deslocamentos.<\/p>\n<p>A Unidade de Monitoramento Eletr\u00f4nico opera 24 horas por dia, com uma equipe composta por 52 servidores, incluindo policiais penais, assistentes sociais, psic\u00f3loga e pessoal administrativo. O monitoramento \u00e9 majoritariamente remoto, com protocolos espec\u00edficos para casos cr\u00edticos. Por exemplo, se o monitorado ingressa em \u00e1rea de exclus\u00e3o relacionada a v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica, a unidade \u00e9 imediatamente alertada e aciona a Pol\u00edcia Militar, que se desloca at\u00e9 o local para proteger a v\u00edtima. Viola\u00e7\u00f5es do equipamento, como rompimento da cinta ou desligamento, resultam na convoca\u00e7\u00e3o do monitorado para inspe\u00e7\u00e3o; a falta de comparecimento \u00e9 comunicada ao juiz respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 fiscaliza\u00e7\u00e3o presencial cont\u00ednua, mas sim um sistema reativo altamente eficiente, que permite a\u00e7\u00f5es em tempo real diante de situa\u00e7\u00f5es de risco\u201d, explica Humberto Morazzi Vieira, diretor da Unidade de Monitoramento Eletr\u00f4nico.<\/p>\n<p><strong>Tecnologia com prop\u00f3sito: o perfil dos monitorados<\/strong><\/p>\n<p>O p\u00fablico atendido pela UME \u00e9 diverso, abrangendo pessoas em pris\u00e3o domiciliar, medidas cautelares e protetivas (como em casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica), egressos do sistema prisional em regimes abertos ou semiabertos, e indiv\u00edduos em livramento condicional.<\/p>\n<p>Um dos usos mais sens\u00edveis do monitoramento \u00e9 o cumprimento de medidas protetivas contra a viol\u00eancia dom\u00e9stica. Quando o agressor se aproxima de \u00e1reas proibidas, como a resid\u00eancia da v\u00edtima, um alerta \u00e9 emitido e a equipe da UME entra em contato com o monitorado para advert\u00eancia imediata, acionando a Pol\u00edcia Militar quando necess\u00e1rio. Esse mecanismo preventivo tem se mostrado eficaz na prote\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas e na garantia das decis\u00f5es judiciais, contribuindo para a redu\u00e7\u00e3o de novos epis\u00f3dios de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>A UME tamb\u00e9m planeja expandir e modernizar seus recursos, testando dispositivos mais precisos e incorporando intelig\u00eancia artificial para an\u00e1lises preditivas de comportamentos de risco. Al\u00e9m disso, est\u00e3o previstas a cria\u00e7\u00e3o de equipes regionais e campanhas educativas para informar a popula\u00e7\u00e3o sobre o funcionamento e a import\u00e2ncia do monitoramento eletr\u00f4nico.<\/p>\n<p>\u201cQueremos que a sociedade compreenda esse recurso n\u00e3o como um privil\u00e9gio ao infrator, mas como uma medida eficaz de controle social e reintegra\u00e7\u00e3o, capaz de transformar trajet\u00f3rias\u201d, destaca um representante da Secretaria de Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica (SEJURI).<\/p>\n<p>Articulada com o Poder Judici\u00e1rio, Minist\u00e9rio P\u00fablico, Defensoria P\u00fablica e for\u00e7as policiais, a Unidade de Monitoramento Eletr\u00f4nico desempenha um papel estrat\u00e9gico no sistema de justi\u00e7a, atuando como elo entre a decis\u00e3o judicial e sua execu\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. Nesse contexto, a tecnologia \u00e9 a grande aliada para garantir o cumprimento das senten\u00e7as e o respeito aos direitos das pessoas monitoradas, sem comprometer a seguran\u00e7a coletiva.<\/p>\n<p>A UME reflete um sistema prisional em evolu\u00e7\u00e3o, que busca racionalizar a gest\u00e3o e mostra que justi\u00e7a e tecnologia podem \u2014 e devem \u2014 andar lado a lado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foto: Jaqueline Noceti\/SEJURI<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Santa Catarina tem escrito um novo cap\u00edtulo na administra\u00e7\u00e3o penal por meio da atua\u00e7\u00e3o da Unidade de Monitoramento Eletr\u00f4nico (UME), vinculada ao Departamento de Pol\u00edcia Penal do Estado. Em opera\u00e7\u00e3o discreta, por\u00e9m estrat\u00e9gica, a UME representa a uni\u00e3o entre inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e uma gest\u00e3o penal mais humanizada, ou seja, um componente essencial para garantir o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":21370,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":"","_wp_rev_ctl_limit":""},"categories":[1296,46],"tags":[1336],"publishpress_future_action":{"enabled":false,"date":"2026-04-15 20:02:07","action":"change-status","newStatus":"draft","terms":[],"taxonomy":"category"},"publishpress_future_workflow_manual_trigger":{"enabledWorkflows":[]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sejuri.sc.gov.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21369"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sejuri.sc.gov.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sejuri.sc.gov.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sejuri.sc.gov.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sejuri.sc.gov.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21369"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sejuri.sc.gov.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21369\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sejuri.sc.gov.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21370"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sejuri.sc.gov.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21369"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sejuri.sc.gov.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21369"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sejuri.sc.gov.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21369"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}